Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro


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Wariró-Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro

É um centro de comercialização destinado a promover o desenvolvimento sustentável dos povos indígenas no rio Negro, valorizando o conhecimento tradicional, gerando renda para as famílias, preservando e incentivando  práticas ancestrais através da venda de produtos indígenas.

A casa comercializa artigos com valor agregado, feitos de forma tradicional a partir de matérias-primas retiradas e processadas de maneira sustentável – respeitando a capacidade de composição da natureza – como bolsas de fibra de tucum, cerâmica tukano, cestos yanomami, pimenta em pó, farinha de tapioca, pupunha, mandioca e artesanatos de várias etnias. Os produtos tradicionais dividem as prateleiras da Wariró com livros, vídeos e CD’s com músicas sobre os mitos e as histórias dos povos do rio Negro.

A Wariró tem ligação direta com os mestres artesãos indígenas, que vendem seus produtos de forma direta, justa e sem intermediários. A casa também reúne os artesãos e os interessados na compra de produtos, promovendo encontros de intercâmbio cultural. Além da venda de produtos indígenas, a Wariró divulga suas vendas localmente e nacionamente por meio de feiras, exposições nacionais e internacionais (saiba mais).

Origem do nome Wariró

Segundo a mitologia tradicional dos povos indígenas do noroeste amazônico, Wariró era o chefe de uma família de Wariroá, como antigamente se chamavam as cutias, pacas e acutiwaias, outros roedores da região. O Wariró morava na Serra do Curicuriari, localizada hoje na Terra Indígena Médio Rio Negro, e tinha duas belas filhas. A família passava por necessidades pois a comida era pouca e não tinha muito sabor. Preocupado com aquela situação, Wariró ouviu falar que Basebó – o ser sagrado que era conhecido como Gente Maniva e ensinou a todos os povos a plantar e a trabalhar – estava se mudando para aquela região. Sabendo dos dons de Basebó, Wariró pediu para que suas filhas ficassem aguardando a sua passagem e que o atraíssem até a sua maloca.

E assim aconteceu. Basebó chegou à maloca dos Wariroá e trouxe fartura em comida, ensinou-os a plantar a roça e fazer alimentos a partir da mandioca. O velho Wariró ficou muito contente com tudo que Basebó estava fazendo por eles e, como retribuição, ofereceu suas filhas para que ele se casasse com elas. Basebó aceitou de bom grado e ficou vivendo até o fim da sua vida na casa do Wariró. Segundo Feliciano Lana, pajé da etnia desana, a Serra do Curicuriari, também chamada de “Bela Adormecida” é o perfil de uma das filhas do Wariró.

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